É hoje!

E hoje iniciamos os eventos do grupo em 2014!
Com o tema "Letra e Luto", os encontros desse semestre serão uma homenagem aos 50 anos de ditadura militar no Brasil, marco histórico brasileiro de violência e injustiça.
O assunto de hoje é sobre "Censura e Autocensura", com os doutorandos Luís Roberto Amabile e Vanessa Zucchi, sob mediação do mestrando Charles Dall'Agnol.

Evento imperdível!

Te esperamos!

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Arena do Celin - prédio 8 - 2º andar.
Sexta-feira, dia 28 de março, a partir das 17h30.
Vale horas complementares aos alunos de graduação.
Promoção: grupo de pesquisa limiares comparativas e diásporas disciplinares 
Coordenação: Prof. Dr. Ricardo Barberena.

Evento na UCS!

II Seminário Internacional de Língua, Literatura e Processos Culturais.
Espaço | Território | Região
De 19 a 21 de maio de 2014- UCS (Universidade de Caxias do Sul)

Simpósio na área de Literatura:

Identidades compartilhadas, afinidades conjugadas: narrativas do século XXI em língua portuguesa 
E-mail para envio de propostas: paulo.angelini@pucrs.br


Qual o pathos da distância entre Lourenço Mutarelli, José Luís Peixoto e Ondjaki? E entre Nuno Ramos, Dulce Maria Cardoso, Elvira Vigna, Marco Martins, Abdulai Sila? O presente simpósio busca problematizar a ficção contemporânea em língua portuguesa (Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, Timor Leste e demais expressões culturais). Questões recorrentes na pauta dos debates atuais, tais como identidade, territorialidade, trauma, memória, (re)tradição, podem ser abordadas sob diferentes perspectivas teóricas, seja num viés comparatista, seja numa ótica pós-colonialista, seja num outro flanco teórico pertinente ao corpus em questão. A partir deste diálogo proposto, as aproximações das escritas da comunidade em língua portuguesa não necessariamente precisam resgatar semelhanças, mas também dissonâncias na orquestração de um território ficcional polifônico. Desta feita, urge o exercício, na nossa agenda epistemológica, de uma prática discursiva identitária: a alteridade. Tendo em vista a subjetividade do conceito de contemporaneidade, define-se aqui para fins metodológicos quaisquer narrativas, sejam literárias, sejam fílmicas, sejam fotográficas, produzidas no novo século.

Maiores informações, outros simpósios e inscrições: 
http://www.ucs.br/site/eventos/ii-seminario-internacional-de-lingua-literatura-e-processos-culturais/simposios-tematicos/


Volta às aulas é volta do grupo!


As férias foram boas, mas é sempre necessário - e bom - retornar.
Um ano inteirinho de muitos objetivos - e, torcemos, muitas conquistas.

Nosso grupo volta já nessa semana, dia 14 de março, com muita vontade de fazer o que mais gostamos: muitos eventos, muitas discussões, e muitas outras oportunidades de falar sobre literatura.

Não esqueça: acompanhe tudo aqui pelo nosso blog e pela página no facebook (Constelação Teórica).

Bom ano letivo a todos!



LIM CAR - 1a Jornada dos grupos de pesquisa em literatura contemporânea de língua portuguesa da PUCRS

E o nosso LIM CAR: Percursos contemporâneos foi maravilhoso!

Cartaz luxo já antevia a qualidade do evento.

Na quinta-feira, dia 07 de novembro, tivemos a abertura oficial do evento, com os professores coordenadores dos GPs Paulo Ricardo Kralik (Cartografias) e Ricardo Barberena (Limiares comparatistas).

A 1a Mesa-Redonda, sob coordenação da mestranda Aline Corte, teve as apresentações dos alunos Bruno Mazollini (ME-TL), e suas "Notas sobre memória cultural e guerra colonial na literatura portuguesa contemporânea: o caso de Angola em O retorno e em Teoria geral do esquecimento"; Luara Pinto Minuzzi (ME-TL), "O embate entre afetividade e efetividade em três contos de Mia Couto"; e Márcia Schwertner (ME-TL), "Relendo memórias em busca da própria identidade".

A primeira fala de apresentação do mestrando Bruno.

A 2a Mesa-Redonda contou com a coordenação da mestranda Luara Minuzzi, e teve as falas das alunas Sabrina Ramalho (ME-TL), com  "A instabilidade do processo ficcional nos manuscritos de Caio F. Abreu"; Natália Polesso (ME-TL e finalista do prêmio Açorianos), e "Uma frase terrivelmente obscena e necessária"; Aline Santos (GRA) falou sobre nossa pesquisa do Gelbc do "Mapeamento da Personagem no Romance Sul rio-grandense Contemporâneo: 1990-2016"; e o aluno Fábio Varela Nascimento (ME-TL), com "As personagens e o campo da cultura em sete narrativas brasileiras".

A 3a Mesa-Redonda foi coordenada pela mestranda Maurin de Souza. Os trabalhos apresentados ficaram a cargo de Guilherme Lessa Bicca Machado (ME-EC), sobre "Cartografia afetiva"; Aline Corte (ME-TL), e seus "Olhos de futuro: a criança em O filho de mil homens e Teoria Geral do Esquecimento"; e Fernanda Borges (DO-TL), com "Entre meninos mentidos e mágicas recordações: as narrativas híbridas de Valêncio Xavier".

Para fechar com maestria o primeiro dia do evento, a 4a Mesa-Redonda da tarde contou com a coordenação do aluno de graduação Matheus Marçal, que mediou os trabalhos de Reginaldo Pujol Fº (ME-TL), e "Short movies: Parar para ler. E imaginar e ver"; de Anna Faedrich (DO-TL), com "Escritura autoficcional e trauma em Divórcio, o romance-vingança de Ricardo Lísias"; de Amanda Oliveira (ME-TL), com "Patricia Portela, Para cima e não para norte"; e de Maurin de Souza (ME-TL), e "A representatividade do objeto livro".


Já na sexta, dia 8 de novembro, o segundo e último dia de evento contou com a qualidade de apresentações, até mesmo da Alemanha, e com ilustre convidado.

A Mesa-Redonda 5, sob coordenação do doutorando e finalista do prêmio Açorianos Luís Roberto Amabile, teve as apresentações de:
- Charles Dall’Agnol (ME-TL): Bruno Azevêdo, escritor pulp
- Davi Boaventura (ME-EC): Quatro Soldados e a aventura de capa-e-
espada no século XXI
- Patrícia Silveira (DO-EC): Sonhos [Im]possíveis
- Guilherme Azambuja Castro (ME-EC): O cheiro triste das bergamotas
- Thiago Nestor (ME-TL): Livro

A Mesa-Redonda 6, coordenada pelo mestrando Charles Dall’Agnol, teve:
-  Luis Roberto Amabile (DO-TL): Que país é esse? O Brasil em "O falso mentiroso", de Silviano Santiago
- Moema Vilela (DO-EC): Barreiras
- Camila Alexandrini (ME-TL): Par.tir: uma experiência literária
- Luciana Guirland (GRA): Gritos azuis: as realidades angolana e portuguesa pelos olhos infanto-juvenis dos narradores de Dulce Maria Cardoso e Ondjaki

Sob a temática "Escrever em Português no mundo contemporâneo", Ondjaki fez sua ilustríssima fala no evento.

Ao lado do Prof. Paulo Ricardo Kralik e do mestrando Reginaldo Pujol Filho, Ondjaki fez sua fala e provou que a literatura é simples e poética.
O público já demonstra a significância da fala de Ondjaki.


Para coroar com chave de ouro o encerramento do evento, a Mesa-Redonda 7, sob coordenação do Prof. Ricardo Barberena, contou com as apresentações de Odi Rocha da Silva (DO-TL): José Saramago e o elemento greco-romano: uma breve análise de polifonia e dialogismo presentes em O Ano da Morte de Ricardo Reis; de Vinícius Gonçalves Carneiro (DO-EC): Restrições e transcrição: diálogo entre Georges Perec e Haroldo de Campos; e, direto da Alemanha, de Camila Gonzatto (DO-EC): Os personagens e a cidade no cinema.

Onde há skipe, não há distância. Camila e sua fala, direto de Berlim.


Assim, uma breve amostra da literatura contemporânea pôde ser pensada, discutida e apresentada aos alunos e demais presentes, possibilitando diálogos e leituras da literatura de nosso tempo.
Ano que vem, a edição II! Aguardem!!



LIM CAR: Percursos contemporâneos : I Jornada dos grupos de pesquisa em Literatura
Contemporânea em Língua Portuguesa da PUCRS
Limiares Comparatistas e Diásporas Disciplinares
Coordenação Prof Dr Ricardo Araújo Barberena
Cartografias Narrativas em Língua Portuguesa
Coordenação Prof Dr Paulo Ricardo Kralik Angelini

Discurso do Luiz Ruffato na Feira de Frankfurt

Eu sei que muitos já leram, e já comentaram, sobre o discurso que nosso convidado fez na feira de Frankfurt, cujo homenageado era o Brasil. Mas aos que ainda não leram, segue a íntegra.

Não esquece: Luiz Ruffato estará na PUCRS dia 03 de dezembro, das 17 às 19h, para falar sobre o tema "Estética e política: a literatura como representação da sociedade". 
Boa leitura! 


"O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo, um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora? Para mim, escrever é compromisso. Não há como renunciar ao fato de habitar os limiares do século 21, de escrever em português, de viver em um território chamado Brasil. Fala-se em globalização, mas as fronteiras caíram para as mercadorias, não para o trânsito das pessoas. Proclamar nossa singularidade é uma forma de resistir à tentativa autoritária de aplainar as diferenças.
O maior dilema do ser humano em todos os tempos tem sido exatamente esse, o de lidar com a dicotomia eu-outro. Porque, embora a afirmação de nossa subjetividade se verifique através do reconhecimento do outro --é a alteridade que nos confere o sentido de existir--, o outro é também aquele que pode nos aniquilar... E se a Humanidade se edifica neste movimento pendular entre agregação e dispersão, a história do Brasil vem sendo alicerçada quase que exclusivamente na negação explícita do outro, por meio da violência e da indiferença.
Nascemos sob a égide do genocídio. Dos quatro milhões de índios que existiam em 1500, restam hoje cerca de 900 mil, parte deles vivendo em condições miseráveis em assentamentos de beira de estrada ou até mesmo em favelas nas grandes cidades. Avoca-se sempre, como signo da tolerância nacional, a chamada democracia racial brasileira, mito corrente de que não teria havido dizimação, mas assimilação dos autóctones. Esse eufemismo, no entanto, serve apenas para acobertar um fato indiscutível: se nossa população é mestiça, deve-se ao cruzamento de homens europeus com mulheres indígenas ou africanas - ou seja, a assimilação se deu através do estupro das nativas e negras pelos colonizadores brancos.
Até meados do século XIX, cinco milhões de africanos negros foram aprisionados e levados à força para o Brasil. Quando, em 1888, foi abolida a escravatura, não houve qualquer esforço no sentido de possibilitar condições dignas aos ex-cativos. Assim, até hoje, 125 anos depois, a grande maioria dos afrodescendentes continua confinada à base da pirâmide social: raramente são vistos entre médicos, dentistas, advogados, engenheiros, executivos, artistas plásticos, cineastas, jornalistas, escritores.
Invisível, acuada por baixos salários e destituída das prerrogativas primárias da cidadania --moradia, transporte, lazer, educação e saúde de qualidade--, a maior parte dos brasileiros sempre foi peça descartável na engrenagem que movimenta a economia: 75% de toda a riqueza encontra-se nas mãos de 10% da população branca e apenas 46 mil pessoas possuem metade das terras do país. Historicamente habituados a termos apenas deveres, nunca direitos, sucumbimos numa estranha sensação de não pertencimento: no Brasil, o que é de todos não é de ninguém...
Convivendo com uma terrível sensação de impunidade, já que a cadeia só funciona para quem não tem dinheiro para pagar bons advogados, a intolerância emerge. Aquele que, no desamparo de uma vida à margem, não tem o estatuto de ser humano reconhecido pela sociedade, reage com relação ao outro recusando-lhe também esse estatuto. Como não enxergamos o outro, o outro não nos vê. E assim acumulamos nossos ódios --o semelhante torna-se o inimigo. 
A taxa de homicídios no Brasil chega a 20 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes, o que equivale a 37 mil pessoas mortas por ano, número três vezes maior que a média mundial. E quem mais está exposto à violência não são os ricos que se enclausuram atrás dos muros altos de condomínios fechados, protegidos por cercas elétricas, segurança privada e vigilância eletrônica, mas os pobres confinados em favelas e bairros de periferia, à mercê de narcotraficantes e policiais corruptos.
Machistas, ocupamos o vergonhoso sétimo lugar entre os países com maior número de vítimas de violência doméstica, com um saldo, na última década, de 45 mil mulheres assassinadas. Covardes, em 2012 acumulamos mais de 120 mil denúncias de maus-tratos contra crianças e adolescentes. E é sabido que, tanto em relação às mulheres quanto às crianças e adolescentes, esses números são sempre subestimados. 
Hipócritas, os casos de intolerância em relação à orientação sexual revelam, exemplarmente, a nossa natureza. O local onde se realiza a mais importante parada gay do mundo, que chega a reunir mais de três milhões de participantes, a Avenida Paulista, em São Paulo, é o mesmo que concentra o maior número de ataques homofóbicos da cidade. 
E aqui tocamos num ponto nevrálgico: não é coincidência que a população carcerária brasileira, cerca de 550 mil pessoas, seja formada primordialmente por jovens entre 18 e 34 anos, pobres, negros e com baixa instrução.
O sistema de ensino vem sendo ao longo da história um dos mecanismos mais eficazes de manutenção do abismo entre ricos e pobres. Ocupamos os últimos lugares no ranking que avalia o desempenho escolar no mundo: cerca de 9% da população permanece analfabeta e 20% são classificados como analfabetos funcionais --ou seja, um em cada três brasileiros adultos não tem capacidade de ler e interpretar os textos mais simples. 
A perpetuação da ignorância como instrumento de dominação, marca registrada da elite que permaneceu no poder até muito recentemente, pode ser mensurada. O mercado editorial brasileiro movimenta anualmente em torno de 2,2 bilhões de dólares, sendo que 35% deste total representam compras pelo governo federal, destinadas a alimentar bibliotecas públicas e escolares. No entanto, continuamos lendo pouco, em média menos de quatro títulos por ano, e no país inteiro há somente uma livraria para cada 63 mil habitantes, ainda assim concentradas nas capitais e grandes cidades do interior.
Mas, temos avançado.
A maior vitória da minha geração foi o restabelecimento da democracia - são 28 anos ininterruptos, pouco, é verdade, mas trata-se do período mais extenso de vigência do estado de direito em toda a história do Brasil. Com a estabilidade política e econômica, vimos acumulando conquistas sociais desde o fim da ditadura militar, sendo a mais significativa, sem dúvida alguma, a expressiva diminuição da miséria: um número impressionante de 42 milhões de pessoas ascenderam socialmente na última década. Inegável, ainda, a importância da implementação de mecanismos de transferência de renda, como as bolsas-família, ou de inclusão, como as cotas raciais para ingresso nas universidades públicas.
Infelizmente, no entanto, apesar de todos os esforços, é imenso o peso do nosso legado de 500 anos de desmandos. Continuamos a ser um país onde moradia, educação, saúde, cultura e lazer não são direitos de todos, e sim privilégios de alguns. Em que a faculdade de ir e vir, a qualquer tempo e a qualquer hora, não pode ser exercida, porque faltam condições de segurança pública. Em que mesmo a necessidade de trabalhar, em troca de um salário mínimo equivalente a cerca de 300 dólares mensais, esbarra em dificuldades elementares como a falta de transporte adequado. Em que o respeito ao meio-ambiente inexiste. Em que nos acostumamos todos a burlar as leis.
Nós somos um país paradoxal.
Ora o Brasil surge como uma região exótica, de praias paradisíacas, florestas edênicas, carnaval, capoeira e futebol; ora como um lugar execrável, de violência urbana, exploração da prostituição infantil, desrespeito aos direitos humanos e desdém pela natureza. Ora festejado como um dos países mais bem preparados para ocupar o lugar de protagonista no mundo --amplos recursos naturais, agricultura, pecuária e indústria diversificadas, enorme potencial de crescimento de produção e consumo; ora destinado a um eterno papel acessório, de fornecedor de matéria-prima e produtos fabricados com mão de obra barata, por falta de competência para gerir a própria riqueza.
Agora, somos a sétima economia do planeta. E permanecemos em terceiro lugar entre os mais desiguais entre todos...
Volto, então, à pergunta inicial: o que significa habitar essa região situada na periferia do mundo, escrever em português para leitores quase inexistentes, lutar, enfim, todos os dias, para construir, em meio a adversidades, um sentido para a vida?
Eu acredito, talvez até ingenuamente, no papel transformador da literatura. Filho de uma lavadeira analfabeta e um pipoqueiro semianalfabeto, eu mesmo pipoqueiro, caixeiro de botequim, balconista de armarinho, operário têxtil, torneiro-mecânico, gerente de lanchonete, tive meu destino modificado pelo contato, embora fortuito, com os livros. E se a leitura de um livro pode alterar o rumo da vida de uma pessoa, e sendo a sociedade feita de pessoas, então a literatura pode mudar a sociedade. Em nossos tempos, de exacerbado apego ao narcisismo e extremado culto ao individualismo, aquele que nos é estranho, e que por isso deveria nos despertar o fascínio pelo reconhecimento mútuo, mais que nunca tem sido visto como o que nos ameaça. Voltamos as costas ao outro --seja ele o imigrante, o pobre, o negro, o indígena, a mulher, o homossexual-- como tentativa de nos preservar, esquecendo que assim implodimos a nossa própria condição de existir. Sucumbimos à solidão e ao egoísmo e nos negamos a nós mesmos. Para me contrapor a isso escrevo: quero afetar o leitor, modificá-lo, para transformar o mundo. Trata-se de uma utopia, eu sei, mas me alimento de utopias. Porque penso que o destino último de todo ser humano deveria ser unicamente esse, o de alcançar a felicidade na Terra. Aqui e agora."

Evento: Literatura e Cinema.

Evento cinematográfico, com as participações de Rodrigo Rosp, Moema Vilela e Eduardo Cabeda, em 27 de setembro.



Dica de teatro! \o/

Vamos prestigiar o colega de grupo!



A Satori Associação Teatral apresenta:


O Estranho Cavaleiro
de Michel de Ghelderode
Direção: Irion Nolasco

8, 9 e 10 de novembro
sexta e sábado às 21h
domingo às 20h

Teatro de Arena de Porto Alegre
Av. Borges de Medeiros, 835. Fone: 3226 0242
Estacionamento conveniado: Safe Park - Av. Duque de Caxias, 1247


Os ingressos custam R$ 20,00
com 50% de desconto para idosos, estudantes e classe artística.
Ingressos antecipados com preço único de R$ 10,00 à venda na Livraria Bamboletras
(Rua Gen. Lima e Silva, 776. Fone: 3221 8764)


O Estranho Cavaleiro nasce do texto homônimo do autor belga Michel de Ghelderode. Escritor e dramaturgo conhecido como um dos precursores do teatro do absurdo, fez crítica à sociedade moderna através de temas e figuras medievais. Nesta peça utiliza a imagem grotesca do bufão para expor, numa fusão apoteótica de horror e beleza, a fragilidade e os mais intrínsecos temores da humanidade.

Num lugar esquecido pelo tempo, velhos doentes e embriagados de dor e riso vivem seus últimos momentos em atroz monotonia. Em uma noite sinistra, sinos misteriosos anunciam a chegada de um estranho visitante, cuja presença, tão aguardada e tão temida, instaura o caos e revela o destino em sua paradoxal crueldade.


FICHA TÉCNICA:

Texto: Michel de Ghelderode
Direção: Irion Nolasco
Assistência de direção: Daniel Fraga
Iluminação: Luiz Acosta
Figurino: Rô Cortinhas
Trilha sonora original: Alvaro RosaCosta, com a participação de Simone Rasslan e Luciano Pieper
Preparação de elenco: Inês Marocco
Elenco: Alexandre Borin, Carolina Diemer, Daniel Fraga, Franciele Aguiar, Liane Venturella e Luiz Antônio Santos
Arte Gráfica: Daniel Soares Duarte
Fotos: Adriana Marchiori e Jefferson Botega
Produção: Satori Associação Teatral
Realização: Secretaria de Estado da Cultura, Teatro de Arena de Porto Alegre e Satori Associação Teatral
Apoio: Livraria Bamboletras



"O sonho é sonoro... Não apenas contém imagens, luzes... Contém também sabores, odores, músicas! Pobre alucinado, o sonho tem cinco sentidos!”
 (Michel de Ghelderode)

Caio e nosso Sarau

Pra quem perdeu: perdeu!
Pra quem foi: curtiu!

Umas imagens pra lembrar do nosso sarau e pra se arrepender quem não foi:







Evento Literatura e Arquitetura.

Com público carinhoso, o último evento do Limiares foi sobre Literatura e Arquitetura. A Camila Alexandrini falou de uns projetos muito legais de cidades móveis, além do texto de Félix Guattari, "As três ecologias". E eu falei sobre "escritores arquitetos" que literalmente criam cidades na literatura, como Gabriel García Márquez, Gonçalo Tavares e Erico Verissimo.

Pra quem se interessou:

1) Link para download do livro do Guattari em pdf:
http://claudioulpiano.org.br.s87743.gridserver.com/wp-content/uploads/2012/04/guattari-as-tres-ecologias3.pdf

2) Link do prezi que apresentei:
http://prezi.com/asns5g9t8zi0/?utm_campaign=share&utm_medium=copy&rc=ex0share


Uma de nossas próximas leituras

Daqui a algumas semanas discutiremos o romance O beijo na parede (Editora Sulina), de Jeferson Tenório. O Jeferson tinha sido premiado em alguns concursos de contos. Mas decidiu que estrearia em livro com um romance. Demorou quatro anos para escrever, quase outros tantos para publicar. Palavras sobre o livro do Jeferson deixo a cargo de alguém mais competente do que eu, no caso, o professor Ricardo Barberena... Continue a ler